Dashboards são painéis que mostram métricas e indicadores importantes para alcançar objetivos e metas traçadas de forma visual, facilitando a compreensão das informações geradas. Existem diversos tipos de geração de informação, mas o formato visual ganha muitos pontos quando se trata de entender como estão indo resultados, possibilitando que qualquer pessoa consiga consumir a informação, desde estagiários até a área estratégica.

O objetivo dos dashboards, é possibilitar o monitoramento dos resultados de uma empresa distribuídos em diversos indicadores. Para chegar a esse patamar é preciso responder perguntas essenciais para ter as respostas desejadas. Se você não souber o que perguntar, não será possível construir um dashboard. Para determinar as perguntas certas, é preciso compreender as necessidades da empresa de forma clara. A definição de métricas de KPIs para acompanhamento é crucial para você criar as perguntas necessárias. Não serão criadas perguntas perfeitas em um primeiro momento porque o cenário do “campo de batalha” para alcançar o objetivo pode mudar a cada instante, sendo isso determinante para os próximos passos.

Definindo as métricas necessárias de acompanhamento, fica mais fácil seguir para o próximo passo na criação de um dashboard. A visualização dos dados e informações apresentadas pode ser considerada um grande trunfo do painel.

O ponto principal em um painel de controle deve estar na sua capacidade de transmitir a informação de forma rápida e eficiente. Cada vez mais, trabalhamos com técnicas e conceitos de experiência do usuário (UX) para criar um dashboard que permita uma visualização simples para os diversos tipos de públicos que irão consumir as informações. Dessa forma, o que interfere muito na criação de um painel, é saber qual seu tipo para detalharmos ao máximo cada ponto para quem vai consumir de fato aquelas informações diretamente ou indiretamente.

Dito isto, vamos entender melhor a importância de medir os resultados do negócio.

Medir o desempenho da empresa é fundamental para o sucesso e a boa gestão. Não se trata apenas de uma boa prática gerencial, mas de uma ação necessária para saber se a empresa está trilhando o caminho desejado, quanto ainda falta para alcançar os objetivos e para realizar os ajustes necessários. E na maioria das situações, sem muito esforço, é possível começar a medir o desempenho a partir das informações e ferramentas que já estão disponíveis na empresa. É importante, porém, criar uma cultura que priorize a avaliação do desempenho organizacional. Vamos nesse artigo entender a necessidade (por quê?), o objetivo (para quê?) e os meios (como?) para medir o desempenho da empresa.

Por que medir o desempenho da empresa?

Toda empresa tem (ou deveria ter) uma estratégia de crescimento formulada e documentada. Essa estratégia define não somente onde a empresa quer chegar, mas também os meios que serão utilizados e o caminho que será percorrido para alcançar os objetivos. Sabendo, portanto, onde a empresa está (o hoje) e onde ela deseja estar (o futuro), é preciso que continuamente ela verifique o quanto já está mais próxima do objetivo. Do contrário, não haverá clareza e segurança quanto aos rumos da empresa, e tampouco os ajustes necessários poderão ser realizados. É necessário medir o desempenho da empresa pois é dessa forma que os sócios, diretores e todos os gestores saberão se o trabalho que está sendo executado está, de fato, conduzindo a empresa para o objetivo definido.

Para que medir o desempenho?

O desempenho medido não serve apenas como mera informação (muitas empresas até medem o seu desempenho e sabem dizer como estão se saindo mês a mês, mas nenhuma ou pouca ação de melhoria é tomada). A partir das informações obtidas deve ter início um processo contínuo de melhoria: quais resultados não foram satisfatórios e devem ser melhorados? Como fazer isso? Quais resultados estão satisfatórios, mas que podem ser impulsionados ainda mais? Houve oscilação do decorrer do tempo? As análises que podem ser feitas, seguidas da ação de correção ou melhoria, são inúmeras. Portanto, tão importante quanto ter o desempenho medido é fazer uso dessas medições. São informações que, quando exploradas, revelam muito sobre a situação da empresa.

Como medir o desempenho organizacional?

O primeiro passo para uma empresa medir o seu desempenho é saber, ao certo, o que quer medir. Geralmente, as empresas fazem a sua avaliação de desempenho a partir dos números financeiros e contábeis. Isso é bom e necessário. Porém, há muito mais que pode ser avaliado. Além de todos os indicadores financeiro-contábeis, é possível medir, por exemplo, o desempenho da frota (como a autonomia do combustível e períodos de manutenção), a eficácia do departamento de atendimento (tempo médio de atendimento, tempo médio de acionamento do prestador), produtividade do prestador (tempo médio de chegada, qualidade do checklist, avaliação do atendimento NPS), entre outros. De maneira objetiva, tudo aquilo que pode ser mensurado poderá então ser medido e acompanhado. É fundamental, portanto, que a empresa registre as informações e tenha facilidade em acessá-las.

Para analisar o desempenho organizacional, uma vez que se têm as informações necessárias, uma planilha eletrônica já é o suficiente. Organizando os dados coletados por mês, por exemplo, é possível visualizar o desempenho da empresa no decorrer do tempo e, a partir desses dados, realizar análises mais profundas.

Contudo, quando se tem um quadro enxuto e se valoriza o tempo de cada colaborador torna-se ainda mais fácil se a empresa faz o uso de sistemas de gestão, como os ERP, CRM e outros. Normalmente esses softwares – inclusive aqueles que operam na nuvem – geram relatórios interessantes que permitem avaliar o desempenho da empresa.



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